IDIOTORIAL
(Por Rafael Viegas, carpinteiro)
 
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 Os amigos de Contracampo reclamaram ostensivamente da minha incrível falta de método, de coragem, e de minha linguagem pouco útil, pouco política, pouco válida e muito sem graça. Darei, portanto, o que vocês querem: confesso que não sei escrever. Significa que discordo, em grau, de todas as críticas que me imputaram (a mim e a Isezuq Kilistoq, meu pseudônimo) mas que discordo apenas para dizer que elas não radicalizam em si mesmas, em grau, o tanto necessário para me atingir (a mim e a Izesuq Kilistoq, meu pseudônimo). Direi a vocês o que esperam: confesso minha incapacidade, juro meu fracasso completo como crítico e escritor, e deixo a vocês, amigos, a responsabilidade de nunca, tão claramente quanto possível, me terem comunicado tal coisa antes – o que pouparia um tempo enorme a todos nós (principalmente a mim e a Izesuq Kilistoq, meu pseudônimo).
    Portanto, como câncer, eu me estirpo e lhes poupo o incômodo de, ou sujarem as mãos com a minha expulsão, ou se sujeitarem ao perigo da minha insidiosa permanência. É sempre tão difícil expulsar de si um organismo deficitário – não porque a doença pareça doce aos olhos sofredores mas pelas mãos, que adoram a pureza de uma certa elegância e urbanidade.
Eu vou embora.
Somente o coro de gregoriano
Me apóia.
    Contracampo é a maior revista de cinema do Brasil. Isto foi atestado mais de uma vez e os que o afirmaram são entidades diversas entre si. Contracampo comete o erro de não conter links para outras páginas, tal como as outras páginas contêm links para Contracampo. O Ombudsman de Contracampo, Izesuq Kilistoq, se demitiu. Contracampo não consegue achar um rumo porque seus ativistas estão se confundindo. Tudo se torna muito estranho. As reuniões estão ficando insuportáveis. Eu não agüento mais pagar cerveja para os componentes de Contracampo. Eu citaria Goethe: "Mehr Licht"... Não, eu não citaria ninguém.
    Mas seria insuportável (exatamente porque insuportavelmente tolo) abrir mão de um sucesso seguro e duradouro de que se poderia aproveitar hipocritamente. O sucesso fácil pode ser associado a uma conjuntura que diz ser Contracampo uma revista de cinema de boa qualidade, visitada por connaisseurs, cineastas, produtores, donos de locadora de vídeo, gente de classe média e internautas. A lista não pára de crescer (Bernardo Bolinha é contra a lista. Ele também não vê Contracampo com bons olhos, porque não enxerga nada e está cego). Meu nome, vinculado a esta revista, pode me ser útil – ou meramente estratégico – no futuro: pretendo ganhar dinheiro e posso alegar ter feito parte de uma revista importante, conseguir contatos, uma bolsa, um estipêndio vinculado a alguma instituição de pesquisa. Espero que os outros façam disso um espetáculo e que eu coma, pelas beiradas, o prato anônimo do sucesso. É o que me basta.

    A você, Alfredo Rubinato, homem estudioso e inteligente – mas do Terceiro Mundo, o que a todos nos pesa muitíssimo –, eu digo: daqui ninguém me tira.

    A você, Ruy Gardnier – aquele em quem eu pensava quando perguntei a M. Godard, em sonhos, sobre "o cinema acessível a um indivíduo" –, digo a mesma coisa: não saio, e acrescento que você nunca mais poderá me sabotar.

    A você, Bernardo Bolinha, seu projeto sobre o cinema brasileiro primitivo (eu não faria isso, de jeito nenhum) vai nos encher de orgulho (não sei aonde) e de ar e de pêlos (no saco). Só não falo mais porque tenho medo de ser agredido. Aliás, eu vou te detonar também, porque eu posso ganhar mais dinheiro te processando do que com os outros.

    É por isso tudo que eu quero que se danem.

    Não posso me esquecer do bravo MARLOS, astro em sonhos e em punheta de uma filmografia pornô que marcou toda uma geração, que luta contra tudo e contra todos num ambiente de secreta puberdade e fobia. Também você, amigo, quero que se foda.

    E o novo burguês de Contracampo, Luís (nem imagino qual seria o seu sobrenome), você também vai entrar na roda só porque entregou quatro artigos na primeira tentativa de expurgar seus velhos fantasmas. Mas não hoje. Estou apenas acertando contas com os que já existem, aqueles canalhas que querem me extorquir.

    Vágner, Eduardo, Fabian, Jayme (esse então deve ser uma nêspera, nunca ouvi falar!). O mesmo destino, companheiros.

    Eu só respeito Leonardo Carvalho.

    Por causa, Leonardo Carvalho (eu só te respeito por causa disso), da sua pureza e da força de sua auto-repressão moral, sem comiserações exteriores, apenas o seu silêncio, de quem Rimbaud, embriagado, disse: "o criminoso incorrigível sobre cujas costas se fechavam as portas da prisão". Eu te respeito. Ele está ali, no solo deste país, por puro acaso: porque os anjos só descem do céu por acaso e por contrabando da imaginação moral dos homens. A ele eu dedico esta comunicação amarga de amor ao ego próximo: no cubismo, as partes são distintivamente equacionadas para funcionarem em conjunto, a totalidade da composição sendo auferida não mais no simulacro da separação mas na sua mistura real e concreta – o que torna a representação uma realidade do real, comunicada somente pelo artista e sofrida pelo espectador de seus mundos possíveis. Quando, até 1907, se pintava uma paisagem com um homem, com um animal, com uma coisa, o equilíbrio figurativo da composição supõe que existam, separadamente, simulacra e representativamente, homem, animal, coisa, e os objetos mensuráveis da natureza ou outros homens. No caso do retrato, quando não há exteriores, a figuração é o próprio espelho da natureza: orgulho, fome, melancolia, são termos que se intrometem na figuração mas que visam garantir a realidade de si mesma. Em você, Leonardo Carvalho, o cubismo não é este mas aquele e onde você está mantido, em segredo. Vinde, ó amigo. Deixemos de lado o amor e a felicidade, porque isto concorre para a inveja e a amargura dos outros. A história da filosofia que se dane, o mundo pop que caia em desgraça. Compor significa, do ponto de vista da metafísica ocidental, harmonizar conjuntos que se separam no simulacro de sua realidade representativa. O cubismo instaura a composição integral, desrespeito absoluto aos simulacros montados na cabeça do outro (do espectador), fundindo todo o representado, fazendo participar da representação de um aquilo que alimenta decisivamente – representativamente, lembrem-se, sempre representativamente – o outro, até que um equilíbrio interno seja atingido. Que equilíbrio é esse? Que nos reserva para a próxima semana, mágico mascarado?
    Falou-se muito do expressionismo nestes últimos dias, em que Leonardo Carvalho nunca foi considerado gênio, nesta revista especializada em rotulações: Contracampo é uma espécie de fundo para a sociologia das atualidades. Pois então eu sugiro que todos pensem em mim, em como sou pobre e fodido e que mereço uma edição escrita sobre a minha vida. Tudo ingenuamente cifrado numa política de grandes autores. Há, de fato, grandes autores no cinema. Eu adoro falar deles quando estão em casa e tenho de gastar dinheiro alimentando-os. Quero falar disso, porque concretamente acho que todos têm razão. A discussão sobre os limites de Contracampo, por exemplo: deveria suscitar mais desejo sexual em seus integrantes. Começam a acreditar em Contracampo. Vamos dizer que sim. Das revistas expressionistas nasceu uma grande leva de material didático. Kafka, como é sabido, assinava revistas pornôs – como Marlos, na época em que era colegial e gostava dos Batatunhas, dos Batutinhas, alguém me ajude com a grafia correta – e mesmo Apollinaire (que não era expressionista mas capaz das maquiagens mais absurdas) passou uma metade da vida sentado no enfer da Bibliothèque Nationale de France e a outra fumando no front lembrando de como Paris era interessante, afinal. Nossos padres têm a mesma opinião. Oswald de Andrade, esse rufião que todos respeitam, disse: "Se não tem Paris, esta porcaria de São Paulo serve". Eu detesto Paris. Nem me pagando eu moro na Europa. Deus me livre, Leonardo Carvalho. Seu texto aparecerá aqui, porque não pode um homem livre e feliz ser interpretado desta maneira vil e decadente. Eu respeito apenas as décadas que produziram esse monte de babacas, tanta gente que passou a perna naqueles joões, naqueles beltranos sem nome e que agora adormecem nos túmulos vazios de um mundo que não existe, que não está no poema de Parmênides. Eles são os buracos-negros do apocalipse, aqueles que se levantarão para fora dos grandes nomes da história, sustentando-os como a piões no espaço e na cintura de seus nomes como córregos podres no meio dos balneários. Que herança didática é esta? Os grandes autores alimentam as reuniões de Contracampo. Eu sempre fui contra. Eles estão livres para falar e continuarão falando quando formos embora. O Terceiro Mundo estará cheio de grandes autores sendo falados e nunca produzidos. Eu sinto o cheiro de Carl Theodor Dreyer na minha casa, quando entro no banheiro, quando me jogo no travesseiro. Tem mofo na minha comida. Humildemente. A um passo estético e psicológico (além) do expressionismo, ele que seja um herdeiro de sua canetas. O expressionismo, psicologia sufocante (onde o exterior está fora, mas não na superfície) refletida em estética xilográfica (flutuando apesar de dura, sem naufragar, mas agarrada ao fundo por visgo e sem oxigenação), o expressionismo gosta dos "tipos" – o que demonstra sua partilha espiritual com o passado das artes européias. Personae maquiadas até a alma, gestos obtusos e labirintos da bile negra de Aristóteles. Eu citaria, enfim, Nietzsche: "Onde estiveres, cava fundo. Os homens sombrios que gritem: embaixo está o inferno". Era isso o que eu queria dizer, desde o princípio: paradoxalmente, os palhaços, o vaudeville, têm sustentação psicológica profunda. Mais vale dizer isso do que me aventurar nos começos magros da psicanálise. "Os palhaços" deve ser o nome de alguma peça expressionista encenada no ímpeto das reuniões clandestinas da Primeira Guerra. Não, estou errado. Que eu me lembre, não há nenhuma peça com este nome, estou chutando.
    Por outro lado, para que vocês possam entender este texto, eu sugiro algumas notas. Outras sugestões podem esclarecer ainda mais com o decorrer do tempo. Como não confio mais na idoneidade (?!) de Ruy Gardnier, vocês podem escrever diretamente para mim, no seguinte endereço: rviegas@pobox.com. Mandem-me dinheiro. Minha conta é a seguinte: [banco: 275] [ag.:003-5] [conta: 9746951-5]. Quero com isso dizer que, encenando, o princípio da marionetes é o mais forte elemento da modernidade, da modernidade em geral. O homem não passa de matéria significante; sua carne, e seu sentido, é palimpsesto de incontroláveis forças exteriores. Esta descoberta foi uma que não teve volta. Mas o grande sentido do moderno talvez seja, ainda mais profundamente, a banalidade. Tornar-se homem significa não ter importância – e a mediocridade (esta pequena, estreita e prosélita relação do quotidiano com sua implacável aceitação incorruptível) não se alardeia como imperfeição mas inter-relação essencial do homem com o mundo e com a natureza. Foco preciso do que, afinal de contas, deve ser a relação para-si do homem. O nazismo, por exemplo. Na época da modernidade gestou-se o ponto de vista da cultura dinâmica – que se encarna sempre com sua abundância infrutífera e, em última análise, estática. Dreyer, este homem que deve estar aqui, agora, senão minha vida perde sua solitária sobremesa, elimina a máscara, mas aproxima perigosamente o rosto da câmera da morte. Esta operação é fundamental. No teatro grego, a máscara servia ao controle do Estado. Mas há outras. A modernidade do nazismo, que é o que gostaríamos de esquecer e fazer de conta que não existe, está em seu conceito mais geral: "nós não somos nada". Naquela época tratava-se a identificação a um escol como a arte suprema porque não havia ainda, sob forma republicana, um tipo de poder absoluto e de casta (única forma de conforto da plebe) suficientemente apto a sustentar uma metafísica de sujeição completa, totalizante. A religião universal em estado de absoluta decadência, a plebe somente poderia se submeter ao poder – republicanamente, isto é, à maneira da burguesia agora no controle – se equacionando na mediocridade da massa, tornando-se ela mesma religião. É o fenômeno pop fundamental, seu ateísmo é perfeito. Quando a indústria finalmente atingiu a arte, o tom do século XX se estabeleceu. Assim, veio o cinema. Voltemos, pois aos elementos primários, ao cubismo, ao dadaísmo. Aos ícones russos. Michel de Certeau. Eles estão fora da crítica de cinema. Podem ser úteis - como o futebol. Contracampo também deveria estudar essas operações fantásticas movidas por fanáticos religiosos. Deveria recomeçar por uma recapitulação de sua equipe de reportagem. Ruy Gardnier, por exemplo. Eu, e certamente Izesuq Kilistoq, faríamos a cobertura da Copa das Confederações. Ruy Gardnier não entende e é contra. Deixo aos leitores a opção.
    Por outro lado, a religião é coisa banalizada demais na cultura contemporânea para que valha a pena o esforço de me resolver a estudá-la. O livro que Ruy Gardnier tem agora em mãos – e que deveria ser meu, já que ele é um ateu miserável – chama-se, de cabeça, Cinema e Religião. Seu autor é Henri Agel, catolicóide francês, e deve ter saído caro aos cofres de Contracampo. Nada que valha a pena ser discutido, porque Religião (com erre minúsculo) para um catolicóide que luta contra os abusos sexuais da infância chama-se catolicismo, isto é: canalhas aqui tem o livro indiscutível com incontáveis solipsismos mas oportuno. Eu pensei encontrar ali uma discussão pormenorizada de O Homem de Aran. Nem pensar. Religião ali não inclui ascese, mística da virtuosidade, prolegômenos da pesquisa científica, catálogo dos pássaros, não inclui nem mesmo o catálogo dos nomes abreviados de Deus e do cristianismo primitivo. Então que fosse apenas a religião. Eu só acredito nos documentários.

    Recorreremos a um fascículo do concurso sobre a loteira esportiva e as atividades pedagógicas revolucionárias. Isto será feito quando eu começar a beber novamente. Minha superstição ignóbil me diz alguma coisa. É a hora do fim.

 
 
Como dever de casa, passo este puzzle e em seguida algumas questões.

 
    O tema é de uma recorrência extraordinária : onde quer que fique o púlpito, se no alto ou embaixo, à esquerda ou à direita, é ele o lugar que nos liga ao mundo exterior. E nele – acima ou abaixo, dentro ou fora –, é somente um quem fala. A idéia se transmuta e se derrama em todos os sentidos. Mesmo na mais cerrada e linear das polifonias, é o conjunto que faz o sentido; caso contrário alguma coisa se perde e o « sentido » passa a ser parcial, impróprio, feio, fraco, incompreensível. O conjunto, quer dizer, o um. Você pode parar agora mesmo e perceber que o mundo existe nos sons, nas cores, nas formas, nas atividades. Mas você não o compreeende. Quando o homem aparece e lhe diz algo, você opera a redução radical do seu contorno e da sua atmosfera, você reduz o púlpito ao corpo e o conjunto incompreensível dos sons ao seu discurso. Você ouvirá somente metáforas. Acreditará sinceramente tê-lo compreendido quando, de repente, o homem levanta as calças e grita pelo homenzinho distante: « Eli ! Eli ! » Agora você tenta algo diferente. Você finalmente foge do ar frio do inverno. « Jerusalém está tão próxima de minha alma quanto o lugar onde estou neste momento. »  Seria então estúpido, muito estúpido, começar a falar de uma certa experiência miserável sem tocar neste ponto: estar a mil léguas de Jerusalém é como habitar-lhe o próprio ventre. Uma vez mais – agora solidamente responsável pela saúde corporal do universo inteiro –, você pensa em como ser salvo. Mas salvo do quê? Para saber seus pecados é preciso também conhecer as diretrizes. Da sua suspensão? Infeliz, três vezes infeliz. É por isso que você, distraidamente, cai em si revendo pela milésima vez La Passion de Jeanne D'Arc. E...

 

Sua autoconsciência é nitidamente simbólica quando Non enim Verbum proficit aut crescit accendente cognitore : sed integrum, si permanseris ; integrum, si recesseris ; integrum cum redieirs ; manens in se, et innovans omnia.

É dramática quando the church is Catholic, universal, so are all her actions; all that she does belongs to all. When she baptizes a child, that action concerns me; for that child is thereby connected to that body which is my head too, and ingrafted into that body whereof I am a member. And when she buries a man, that action concerns me: all mankind is of one author, and is one volume; when one man dies, one chapter is not torn out of the book, but translated into a better language; and every chapter must be so translated; God employs several translators; some pieces are translated by age, some by sickness, some by war, some by justice; but God's hand is in every translation, and his hand shall bind up all our scattered leaves again for that library where every book shall lie open to one another. As therefore the bell that rings to a sermon calls not upon the preacher only, but upon the congregation to come, so this bell calls us all; but how much more me, who am brought so near the door by this sickness.

É poética quando por tres cosas podemos decir que se llama noche este tránsito que hace el alma a la unión de Dios.
    La primera, por parte del término (de) donde el alma sale, porque ha de ir careciendo el apetito de todas las cosas del mundo que poseía, en negación de ellas; la cual negación y carencia es como noche para todos los sentidos del hombre.
    La segunda, por parte del medio o camino por donde ha de ir el alma a esta unión, lo cual es la fe, que es también oscura para el entendimiento, como noche.
    La tercera, por parte del término adonde va, que es Dios, el cual, ni más ni menos, es noche oscura para el alma en esta vida. Las cuales tres noches han de pasar por el alma, o, por mejor decir, el alma por ellas, para venir a la divina unión con Dios.

É filosófica quando kaì toîs gignoskoménois toínyn mè mónon tò gignóskesthai phánai hypò toû pareînai, allà kaì tò eînaí te kaì tèn ousían hyp’ ekeínou autoîs proseînai, ouk ousías óntos toû agathoû, all’ éti epékeina tês ousías presbeía kaì dynámei hyperéchontos.

É lúdica quando aucun des sophismes de la folie, - la folie qu'on enferme, - n'a été oublié par moi : je pourrais les redire tous, je tiens le système. Ma santé fut menacée. La terreur venait. Je tombais dans des sommeils de plusieurs jours, et, levé, je continuais les rêves les plus tristes. J'étais mûr pour le trépas, et par une route de dangers ma faiblesse me menait aux confins du monde et de la Cimmérie, patrie de l'ombre et des tourbillons. Je dus voyager, distraire les enchantements assemblés sur mon cerveau. Sur la mer, que j'aimais comme si elle eût dû me laver d'une souillure, je voyais se lever la croix consolatrice. J'avais été damné par l'arc-en-ciel.
 

QUESTIONÁRIO :
     
  • Em que sentido nós não teríamos direito a uma sociedade que continue, que se constitua hereditariamente e que tenhamos finalmente, por isso, uma capacidade crítica real, quer dizer, civil, onde todo mundo seja responsabilizado por tudo, no presente, no passado e no futuro?
  • Em que sentido nossa sociedade já existe – mas precisa ser protegida dos livros e das imagens?
  • Os jornalistas e suas reportagens têm direito à ética do anonimato?
  • É justo recorrer aos universais para se obter subsídios?
  • O valor da arte não está em declarar os seus preços?
  • Qual das prostituições deveria levar à pena de morte?